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Fim da jornada 6x1: o que muda no RH e como adaptar escalas

Após longa tramitação, o fim da jornada 6x1 foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (14) com 75 votos favoráveis e um contrário.
Mas sabemos que agora o que mais surgem são as inúmeras dúvidas sobre o que vem a seguir.
Se você é gestor ou colaborador, continue acompanhando nosso conteúdo e saiba os próximos passos após a aprovação, dicas para o RH e para quem ainda tem dúvida.
Boa leitura!
O que diz a PEC sobre o fim da jornada 6x1?
A PEC 221/2019 prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.
Na prática, o fim da jornada 6x1 exige reorganizar a distribuição do trabalho.
A escala 5x2 passa a orientar o planejamento, mas isso não significa fechar a empresa aos sábados e domingos.
Assim, operações contínuas podem distribuir as folgas entre as equipes. O importante é respeitar os limites aplicáveis e assegurar cobertura sem sobrecarregar ninguém.
Leia também: Redução da jornada de trabalho: o que diz a lei e como funciona na prática
Qual é o próximo passo? Entenda a promulgação no Congresso Nacional
A aprovação do fim da jornada 6x1 é seguida pela promulgação da emenda pelo Congresso Nacional e pela publicação oficial.
Por se tratar de emenda constitucional, não há sanção ou veto presidencial.
Se você é gestor, fique tranquilo! O RH não precisa mudar as escalas imediatamente após a votação.
As novas regras ainda dependem da promulgação e dos prazos de transição previstos na lei.
Mesmo assim, este é um bom momento para antecipar o planejamento, revisar os horários e avaliar como organizar as novas escalas dos colaboradores.
Quando começa a valer o fim da jornada 6x1? Conheça as etapas de transição
Mas afinal, quando começa realmente a valer as novas escalas com dois dias de folga?
A transição para a nova PEC aprovada acontecerá de forma gradual. Veja como serão as próximas etapas:
Período inicial de adaptação
Até o início da primeira fase, permanece o limite de 44 horas semanais. A aprovação, portanto, não obriga a empresa a reorganizar todos os turnos no dia seguinte.
Primeira fase: 42 horas semanais
Após 60 dias da publicação da emenda, o limite passa a ser de 42 horas semanais, com dois dias de descanso.
Sendo assim, dividir esse total igualmente em cinco dias resulta em 8h24 diárias.
Como isso ultrapassa oito horas, a distribuição exige avaliação jurídica das regras de compensação, não apenas uma alteração no ponto.
Segunda fase: 40 horas semanais
Doze meses após o início da primeira fase, passa a valer o limite de 40 horas semanais. Na distribuição uniforme em 5x2, são oito horas de trabalho por dia.
Mas fique atento, antes de definir datas internas, confira a publicação oficial e a contagem dos prazos.
O impacto no RH: escalas, custos e cobertura operacional
Com a redução de 44 para 40 horas semanais, cada profissional trabalhará quatro horas a menos por semana.
Assim, em uma equipe de dez pessoas, isso representa uma redução de 40 horas na soma das jornadas semanais.
Se a empresa mantiver os mesmos horários de funcionamento, o RH precisará avaliar como distribuir a equipe para continuar atendendo à demanda.
Antes de recorrer às horas extras, vale revisar os turnos, identificar os horários de maior movimento e verificar se será necessário reforçar o quadro.
Adaptar-se ao fim da jornada 6x1 apenas com horas extras pode ampliar custos. Compare redistribuição de turnos, melhorias de processos e reforço de equipe antes de decidir.
Como preparar a sua empresa para a nova jornada antes do prazo final
Uma boa preparação para se adaptar a nova escala 5x2 envolve uma série de ajustes e um certo planejamento.
Organize o trabalho em cinco passos:
- Mapeie a demanda por dia e faixa horária, identificando os períodos de maior movimento e aqueles com menor necessidade de pessoal.
- Simule escalas 5x2 fixas e rotativas, ajustando a distribuição da equipe para reforçar os horários de pico.
- Compare os custos das alternativas de cobertura, considerando a redistribuição de turnos, e o uso de horas extras.
- Revise contratos, regras de compensação e instrumentos coletivos com apoio jurídico.
- Comunique as mudanças e acompanhe os resultados, verificando se os novos horários precisam de ajustes.
Em uma loja aberta todos os dias, por exemplo, equipes podem ter folgas em datas diferentes. Já um escritório pode concentrá-las no fim de semana.
O objetivo é sair da jornada 6x1 sem transferir a mesma demanda para uma equipe sobrecarregada.
Leia também: Clima organizacional: como identificar o impacto das horas extras antes do burnout
Como a Sisponto apoia seu RH na adaptação às novas escalas
Com o fim da escala 6x1, seu RH precisa colocar as novas escalas em prática e acompanhar jornadas, folgas e horas extras com clareza.
É nesse processo que a Sisponto apoia sua equipe, com soluções de controle de ponto e acesso que ajudam a organizar a operação e dar mais visibilidade à rotina de trabalho.
Entre os recursos disponíveis nas soluções da Sisponto, estão:
- Gestão de escalas complexas, para organizar turnos, revezamentos e folgas.
- Relatórios em tempo real, para acompanhar jornadas e identificar necessidades de ajuste.
- Registro móvel para equipes externas, facilitando o controle de ponto fora da empresa.
- Integração com a folha de ponto, para centralizar os registros e facilitar a conferência pelo RH.
A tecnologia Sisponto é uma verdadeira aliada nesse novo processo de adaptação ao fim da 6x1.
Perguntas frequentes sobre o fim da jornada 6x1 (FAQ)
A empresa precisa mudar a escala imediatamente?
Não. A aprovação é seguida de promulgação e dos prazos de transição.
O salário pode diminuir com a redução das horas?
Não, o texto aprovado prevê redução da jornada sem redução salarial.
As duas folgas precisam ser sábado e domingo?
Não necessariamente. A proposta garante dois dias de repouso, um preferencialmente aos domingos. A distribuição deve observar as regras aplicáveis à atividade.
Comércios e outras empresas poderão continuar funcionando todos os dias?
Sim. O fim da escala 6x1 não significa proibir o funcionamento aos fins de semana. A empresa pode organizar equipes com folgas em dias diferentes, desde que respeite os limites de jornada, os descansos e as regras de trabalho aos domingos e feriados.
Conclusão
Vimos até aqui que o fim da jornada 6x1 pede antecipação ao novo modelo de escala, principalmente na sua gestão de ponto.
Por isso, aproveite para explorar o site da Sisponto
e conhecer a solução que pode ajudar seu RH nesse processo de adaptação.
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