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12 de agosto de 2026

Redução da jornada de trabalho: o que diz a lei e como funciona na prática


Pessoas trabalhando sentadas em um escritório com um ponteiro de relógio simbolizando a redução da jornada de trabalho.

No contexto recente, a redução da jornada de trabalho tem dominado as conversas no setor de Recursos Humanos.


Com debates intensos sobre qualidade de vida e a escala 6x1, é comum que gestores e profissionais de RH fiquem cheios de dúvidas. 


Afinal, o que é regra e o que ainda é projeto de lei? Neste artigo, a Sisponto vai descomplicar tudo isso para você. 


Acompanhe a leitura e entenda o que muda na rotina do seu RH!

O que diz a lei sobre a redução da jornada de trabalho?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define que a carga horária normal é de até 8 horas por dia e 44 horas semanais para a maioria das categorias.

Contudo, a legislação permite certa flexibilidade. 


O regime de tempo parcial, por exemplo, autoriza a contratação para até 30 horas semanais sem horas extras, ou até 26 horas semanais com a possibilidade de até 6 horas extras.


Além disso, algumas categorias possuem limites próprios definidos por leis específicas, como os bancários, que cumprem 6 horas diárias.


Por outro lado, não existe um manual único na CLT focado apenas em diminuir a carga horária padrão de quem já está contratado.


O que exige bastante cuidado do RH ao planejar uma redução da jornada.

Como funciona a redução da jornada de trabalho na prática?

Mudar a escala da equipe vai muito além de alterar números em uma planilha.


A redução da jornada exige um redesenho de tarefas, para que a operação continue rodando sem sobrecarregar nenhum colaborador.


Entretanto, essa decisão não pode ser feita de forma unilateral pela empresa. 


Para que a mudança seja segura e legal, ela deve acontecer por meio de:


  • Acordo individual entre a empresa e o colaborador.
  • Convenção coletiva negociada com o sindicato da categoria.
  • Acordo coletivo firmado diretamente com o sindicato.


Portanto, toda alteração precisa ser rigorosamente formalizada por escrito, por meio de um aditivo contratual, e registrada no controle de ponto eletrônico.

Redução de jornada com redução de salário é permitida?

Essa é a dúvida de ouro de muitos gestores. 


A resposta mais direta é: sim, mas apenas em condições muito restritas e fiscalizadas.


A Constituição Federal determina como regra básica que o salário do trabalhador é irredutível. 


Desse modo, a redução da jornada atrelada ao corte proporcional de salário só é válida se for aprovada pelo sindicato da categoria.


Fazer acordos individuais diretos para diminuir o salário é uma prática considerada nula pela Justiça do Trabalho, gerando multas e processos caros para o caixa da empresa.


Ainda assim, existe uma pequena exceção: quando a mudança parte de um pedido do próprio funcionário e traz uma vantagem real para ele, como ganhar tempo livre para iniciar os estudos.


Leia também: VR e VA: entenda as novas regras do PAT e evite riscos jurídicos no seu RH

Como a redução de jornada afeta as férias, o FGTS e o 13º salário?

Quando o RH precisa ajustar a carga horária, é comum bater o medo sobre o cálculo dos benefícios anuais. 


Do mesmo modo que o salário tem proteções legais, as verbas trabalhistas também possuem regras claras.

Férias e o terço constitucional

Desde a Reforma Trabalhista, o trabalhador mantém o direito a 30 dias corridos de férias, independentemente de estar cumprindo uma escala menor. 


O cálculo é feito sobre a remuneração integral do mês de descanso, sem prejuízos financeiros.

13º salário

Apesar disso, o 13º salário também segue protegido. Ele é calculado com base na remuneração do mês de dezembro.


Ou seja, mesmo que tenha ocorrido uma redução da jornada com ajuste salarial temporário ao longo do ano, o valor do benefício geralmente considera o salário integral.

FGTS

Em contrapartida, a lógica de recolhimento do FGTS é um pouco diferente. O depósito de 8% é feito sobre o salário efetivamente pago no respectivo mês. 


Se a redução da jornada veio acompanhada de um corte salarial regularizado pelo sindicato, o valor depositado no FGTS acompanhará essa nova remuneração menor.

Como funcionam as horas extras após a redução da jornada de trabalho?

Controlar o ponto se torna vital neste cenário. 


Se a carga caiu de 44 para 36 horas semanais após a redução da jornada, qualquer minuto trabalhado além da 36ª hora já é legalmente considerado extra.


Essa hora excedente deve ser paga com um acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor normal, ou compensada via sistema de banco de horas.


No entanto, o banco de horas exige o cumprimento estrito de prazos legais. Acordos individuais permitem a compensação em até 6 meses, enquanto os coletivos estendem esse prazo para até 1 ano. 


Se o prazo estourar, a empresa é obrigada a pagar o valor da hora extra em dinheiro.

A PEC 6x1 e o debate sobre o fim da escala de trabalho

Você certamente tem acompanhado as notícias sobre a proposta de fim da escala de seis dias trabalhados para um dia de descanso. 


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015 é a que está mais avançada nas casas legislativas.


Ela propõe o fim imediato da escala 6x1 e uma transição gradual para a redução da jornada semanal máxima de 36 horas, sem qualquer prejuízo salarial para a equipe. 


Com isso, o novo limite de expediente seria de 8 horas diárias, distribuídas em no máximo 5 dias por semana.

Segundo dados oficiais do Senado Federal, a PEC já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda deliberação no Plenário. 


O impacto econômico e social é expressivo: um estudo da Unicamp projeta que a medida tem o potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no país.


Lembre-se: o texto ainda está em fase de tramitação, exigindo que o seu RH acompanhe as atualizações de perto.


Leia também: Escala 6x1: O que diz a CLT e as mudanças da nova PEC

Boas práticas para implementar a redução de jornada sem riscos jurídicos

Para proteger a saúde financeira da sua empresa durante alterações de escala, adote estas boas práticas preventivas:


  • Não aja sozinho: Envolva o sindicato sempre que houver qualquer impacto na folha de pagamento.
  • Formalize tudo: Utilize aditivos contratuais claros, detalhando as novas regras, e colha todas as assinaturas necessárias.
  • Comunique antecipadamente: Evite surpresas negativas e prepare os líderes da operação para o novo horário.
  • Atualize seu controle: Ajuste seu software para evitar que a redução da jornada gere horas extras escondidas.
  • Acompanhe o legislativo: Monitore a evolução de propostas impactantes, como a PEC 148/2015.

Sisponto: como controlar novas jornadas e escalas no seu sistema de ponto

Seja qual for o formato adotado pela sua empresa hoje ou no futuro, tentar gerenciar escalas modernas em planilhas manuais é pedir para ter prejuízos. 


A diminuição da carga horária exige precisão cirúrgica, e é exatamente aí que a tecnologia corporativa entra.


Com mais de 30 anos de história, a Sisponto oferece um verdadeiro ecossistema para o seu departamento pessoal. 


Nossas soluções de ponta a ponta, totalmente alinhadas à Portaria 671 do Ministério do Trabalho, entregam o máximo de eficiência na gestão de escalas complexas.


Por isso, integrando o software Sisponto Web aos nossos modernos relógios biométricos e faciais, o seu RH automatiza os cálculos de banco de horas em tempo real e impede os temidos registros britânicos.


Você passa a ter visibilidade total para lidar com qualquer redução da jornada, cruzando dados confiáveis e gerando arquivos seguros para a folha de pagamento de forma muito mais ágil.


Leia também: Nova NR-1: mudanças obrigatórias e o que o RH deve se atentar

Conclusão

Adequar a empresa a uma redução da jornada não precisa ser uma dor de cabeça burocrática. 


Com informações claras e ferramentas tecnológicas robustas, o RH ganha autonomia para organizar os turnos e proteger a companhia de processos judiciais inesperados.


Seja para otimizar um regime de tempo parcial atual ou para se preparar de forma antecipada para o fim do modelo 6x1, contar com a parceira certa faz toda a diferença nos bastidores do negócio.


Quer continuar atualizado sobre as transformações no mercado de trabalho e conferir mais dicas para transformar a rotina da sua equipe? 


Explore os outros artigos no blog da Sisponto para acessar conteúdos educativos, guias práticos e todas as novidades que vão apoiar a gestão de RH e o controle de ponto da sua empresa!

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