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VR e VA: entenda as novas regras do PAT e evite riscos jurídicos no seu RH

O uso correto do vr e va é o pilar para a segurança jurídica das empresas em 2026. As mudanças nas diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador transformaram a gestão de benefícios em uma tarefa de alta relevância, exigindo um plano de conformidade rigoroso para evitar prejuízos financeiros.
Neste artigo, detalhamos as novas regras vigentes do PAT e como evitar riscos jurídicos no RH da sua empresa.
VR e VA: qual a diferença real entre eles?
No cotidiano corporativo, é comum tratar esses benefícios como iguais, porém, na lei eles possuem finalidades opostas.
O uso incorreto dessas categorias configura desvio de finalidade, sendo um dos principais geradores de passivos trabalhistas.
- Vale-refeição (VR): Destina-se à compra de refeições prontas para consumo imediato em restaurantes e padarias.
- Vale-alimentação (VA): Focado na aquisição de gêneros alimentícios em supermercados para o preparo no ambiente doméstico.
A aceitação de cada modalidade depende do Merchant Category Code (MCC) do estabelecimento.
Portanto, permitir que o vr e va sejam utilizados fora dessas categorias registradas gera uma grave falha de conformidade que pode resultar em multas.
Novas regras do PAT 2026: o que mudou no VR e VA?
O Decreto nº 12.712/2025 estabeleceu um cronograma para equilibrar o mercado e proteger o poder de compra do colaborador. Sendo assim, é vital que o RH entenda a transição no uso do vr e va.
O que mudou para empresas
A responsabilidade por irregularidades na contratação recai sobre a empresa contratante.
Desse modo, o RH deve realizar auditorias constantes nos contratos com as operadoras para garantir que existam travas tecnológicas contra desvios de finalidade.
O que mudou para colaboradores
O foco principal é garantir autonomia e liberdade de escolha ao trabalhador, assegurando que o benefício não sofra reduções indiretas por taxas abusivas no mercado.
O que mudou para estabelecimentos
As taxas operacionais cobradas dos restaurantes foram limitadas a um teto de 3,6%.
Além disso, o prazo para repasse financeiro das vendas foi reduzido para até 15 dias corridos, trazendo maior liquidez aos comerciantes.
Portabilidade de VR e VA: como funciona o direito de escolha?
A portabilidade permite que o funcionário escolha qual operadora administrará seus créditos de vr e va, de forma semelhante às contas bancárias.
Entretanto, essa funcionalidade ainda se encontra em fase de ajuste técnico governamental em 2026.
A migração exige uma infraestrutura de comunicação protegida entre as empresas do setor.
Contudo, enquanto a tecnologia não é liberada oficialmente, o RH deve orientar a equipe sobre a segurança dos dados em aplicativos de terceiros.
Fim das máquinas exclusivas: entenda a interoperabilidade
Até o dia 6 de novembro de 2026, a interoperabilidade deve estar em funcionamento obrigatório.
Mas o que isso quer dizer? Qualquer cartão de benefício deverá ser aceito em qualquer máquina de pagamento disponível no mercado.
Esse avanço encerra o modelo de redes credenciadas fechadas, garantindo que o colaborador tenha acesso a uma rede ampla de aceitação.
Desse modo, o RH pode focar na qualidade do atendimento da operadora, sabendo que a aceitação local é garantida por lei.
O fim do desconto "escondido": por que o rebate agora é proibido?
A proibição do "rebate", ou cashback corporativo, é um dos pontos centrais do novo PAT.
Antigamente, as operadoras ofereciam descontos financeiros para vencer concorrências, mas compensavam esse valor cobrando taxas altas dos estabelecimentos comerciais.
No modelo atual, a contratação do vr e va é considerada irregular se houver qualquer tipo de desconto sobre o valor nominal creditado.
Checklist: o que o RH deve fazer agora?
Para adequar sua operação sem riscos de autuações, siga estas ações imediatas:
- Auditoria contratual: Verifique se o contrato atual respeita os limites de taxas e prazos de repasse.
- Eliminação de rebates: Remova cláusulas que prevejam descontos ou taxas negativas para evitar irregularidades no vr e va.
- Fiscalização de uso: Exija das operadoras relatórios que comprovem o bloqueio de compras indevidas, como bebidas alcoólicas.
- Integração de dados: Assegure que o cálculo do benefício esteja integrado a um sistema de ponto seguro para evitar erros de pagamento.
Quais são os riscos jurídicos de não se adequar ao novo PAT?
A negligência na gestão do vr e va pode comprometer seriamente o planejamento financeiro da corporação.
A falta de fiscalização do prestador de serviços gera responsabilidade direta para a empresa.
- Multas administrativas: Aplicação de sanções pelo Ministério do Trabalho com base no número de funcionários.
- Perda do incentivo fiscal: Cancelamento da inscrição no PAT, resultando na anulação da dedução de IRPJ.
- Passivo trabalhista: A justiça pode considerar o benefício como salário, gerando o pagamento de reflexos em férias e FGTS retroativos.
Sisponto e gestão de jornada integrada
A concessão correta dos benefícios depende da apuração exata do tempo trabalhado. Se a base de dados da jornada estiver frágil, todo o esforço de conformidade jurídica será comprometido no gerenciamento do vr e va.
As soluções da Sisponto foram desenvolvidas para blindar as empresas contra falhas de cálculo, automatizando a integração de dados de acordo com a Portaria 671.
O Sisponto Mobile, por exemplo, utiliza biometria e geolocalização para garantir que o pagamento de benefícios seja feito apenas a quem cumpriu a escala de trabalho.
Integridade e segurança jurídica
Garantir a adequação às novas regras exige transparência e o uso de tecnologia confiável.
Ao integrar o controle de acesso da Sisponto à gestão de benefícios, sua empresa elimina falhas manuais e protege o capital financeiro contra multas inesperadas.
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